Nós, animais, precisamos ingerir alimentos que nos forneçam energia; estamos, pois, nas camadas mais altas da pirâmide alimentar. As plantas, entretanto, geram seu próprio alimento, e ao fazê-lo simplesmente sustentam toda a vida na Terra.

 

Os vegetais possuem a impressionante capacidade de transformar o gás carbônico e água, compostos inorgânicos, em carboidratos (açúcares), que são moléculas orgânicas. E são esses açúcares que sustentam a vida animal.

 

Mas como?

 

A substância capaz de realizar essa transformação é a clorofila, mas essa mágica somente acontece na presença da luz. Na presença da luz, a planta tem o poder de capturar o CO2 presente na atmosfera e quimicamente, na presença de água, criar açúcares com os quais a vida animal se alimenta.

 

Claro que os outros nutrientes, como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, são fundamentais para o completo desenvolvimento da planta. A própria clorofila possui magnésio em sua composição, razão pela qual plantas com deficiência de magnésio perdem a coloração verde da clorofila, tornando-se amareladas.

 

Assim, podemos considerar que a luminosidade é fundamental para o bom desenvolvimento da planta, pois parte dos carboidratos gerados irão alimentar o desenvolvimento da própria planta, com o crescimento de folhas, caules, frutos e raízes. Isso explica bem porque a grande maioria das plantas prefere a primavera para florescer: é o período em que os dias vão se tornando mais longos, e a luminosidade mais abundante permite que a planta se desenvolva mais e possa perpetuar a espécie por meio do florescimento, gerando sementes que poderão dar origem a novos indivíduos.

 

E agora?

 

Nas culturas comerciais, sejam elas de sementes (como café, milho e soja), frutos (como laranja ou banana) ou mesmo de gramíneas (como capins para pastoreio ou cana-de-açúcar), o produtor busca, acima de tudo, maior produtividade. Para uma planta produzir mais massa, ela necessariamente deverá gerar mais energia.

 

Logo, quanto mais luminosidade melhor, pois havendo luz suficiente para a planta gerar energia para a sua própria manutenção, ela irá armazenar o excesso na forma de reservas que se traduzem em frutos maiores, maior número de sementes, caules mais grossos… e isso é em última análise, produtividade.

 

Ainda não se desenvolveu um método viável para aumentar a produtividade das lavouras de grande porte por meio do aumento da luminosidade, devido às grandes extensões territoriais e consequente consumo energético. Entretanto, tal técnica é muito usada em ambientes confinados como estufas e culturas hidropônicas.

 

Em culturas a céu aberto, mesmo sendo impossível o controle sobre a  luminosidade disponível para a planta, é interessante o acompanhamento da disponibilidade do combustível luz para o desenvolvimento da cultura.

 

A medição da luminosidade é possível e é uma das grandezas padrão capturadas pelas estações desenvolvidas pela H20.

 

Isso pode ser usado pelos profissionais com conhecimento suficiente para fazer análises das variações ao longo da produção e, dessa forma, agirem de forma pró-ativa.

 


A H20 oferece a Estação Meteorológica Inteligente, que permite definir monitorar a luminosidade mesmo a distância e definir alertas baseados nela para que você, quer seja o dono da propriedade, agrônomo ou técnico de irrigação possa ser alertado direto no celular. Conheça mais sobre nossa estação aqui ou entre em contato com o autor deste artigo no nosso chat ou pelo formulário abaixo: